Crédito imobiliário cresce 23% no semestre, mas exige cautela

No primeiro semestre de 2026, o crédito imobiliário atingiu um aumento acima das expectativas. Mais de 680 mil imóveis foram financiados, superando R$ 180 bilhões somente em junho.

A crescente demanda e os programas governamentais contribuíram para o avanço do setor, sendo o FGTS um dos principais motores. No entanto, um cenário de aumento dos juros e endividamento das famílias trazem desafios para a indústria.

FGTS e construção lideram crescimento

A Abecip, associação que representa o setor, destaca o impacto do FGTS no mercado. Em junho de 2026, foi concedido R$ 77,6 bilhões nessa modalidade, um aumento de 22% em relação ao ano anterior.

Crescimento dos financiamentos

Os números do primeiro semestre mostram a expansão robusta não apenas de imóveis novos (17% acréscimo), mas também de usados, principalmente com recursos do FGTS. No entanto, os financiamentos livres tiveram uma pequena queda (-8%).

Cautela para o futuro

Ainda que os dados sejam positivos, Cury, presidente da Abecip, salienta a importância de cautela no curto prazo. A poupança manteve-se como principal fonte de recursos, mas já não acompanha a demanda do setor.

Perguntas Frequentes

O que será o financiamento imobiliário nos próximos dez anos?

A diversificação das fontes de financiamento será crucial. Bancos já estão se adaptando com novas modalidades, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).

Qual é a projeção do crescimento para o ano inteiro?

Ainda que existam cenas positivas no mercado, as incertezas econômicas podem fazer com que a projeção atual seja modificado.