CUSTOS DA VALE AÇOGRAMENTES PETRÓLEO MAIS CARO E REAL FORTE
Os custos operacionais da Vale aumentaram significativamente no segundo trimestre devido ao petróleo mais caro e à valorização do real, o que impactou negativamente os resultados financeiros da empresa. O conflito no Oriente Médio dificulta a logística do produto e eleva o preço do bunker.
CUSTO PETRÓLEO
O aumento do petróleo não só impacta diretamente na alta do custo de frete, com o barril cotado atualmente acima dos US$ 90, como também pressiona todos os setores da mineradora. O CFO Marcelo Bacci projeta um preço médio mais elevado.
CÂMBIO E CUSTOS
A valorização do real frente ao dólar também contribui para o aumento dos custos contábeis, ainda que a empresa opera principalmente com moeda nacional. O CFO afirma que espera oscilações menores e dentro de margens razoáveis.
CUSTO MINÉRIO DE FERRO
No caso do minério de ferro, o custo caixa C1 subiu para uma faixa entre US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada, impulsionado pelo câmbio e preços mais altos do petróleo. O all-in passou a variar de US$ 58 a US$ 62 por tonelada.
PÓS-GUIDANCE
Marcêlo Bacci informa que não espera revisões de guidance à vista das variações atuais, mas considerará reavaliação caso haja movimentações extremas nos mercados.
Perguntas Frequentes
Qual foi a maior pressão nos custos da Vale?
Foi o petróleo, com os conflitos no Oriente Médio limitando a passagem do material pela Estreito de Ormuz.
Toda oscilação de preço afeta os custos?
Sim, as variações dos preços do petróleo e câmbio podem pressionar os custos, como confirmou o CFO da Vale no mês passado.
Como ficam os metais básicos?
No caso de cobre e níquel, as receitas com subprodutos superaram o custo de produção, influenciando na valorização desses metais.
